Museu do Café – História e cultura brasileira

15 de janeiro de 2024
Suzane Hammer

Você conhece o Museu do Café?

“O café é tão grave, tão exclusivista, tão definitivo que não admite acompanhamento sólido.
Mas eu o driblo, saboreando, junto com ele, o cheiro das torradas-na-manteiga que alguém pediu na mesa próxima.”
Mario Quintana

Nada mais brasileiro e gostoso que um bom café e de preferência, o nosso café do Brasil. Apesar de não ser nativo do Brasil, o café faz parte de nossa história e cultura. Em todos os lugares, seja a hora que for, ele é o nosso companheiro, nosso momento muito particular de degustar uma das bebidas mais consumidas em nosso país e no mundo. Pode ser uma xícara de finíssima porcelana ou de uma singela caneca de alumínio, a qualquer hora do dia, o cafezinho merece nosso tempo para ele. 

A origem do nosso café foi trazida por Francisco de Mello Reed em 1727 da Guiana Francesa e plantada no norte do Brasil, mais exatamente em Belém do Pará. Não demorou muito e as plantações de café se espalharam por todo o Brasil, principalmente nos estados de Maranhão, Bahia, Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná e Minas Gerais.

O cultivo do café, foi importantíssimo para a riqueza e progresso de nosso país. Estradas de ferro foram construídas para ajudar no transporte e produção. Graças a vinda de imigrantes para trabalhar nas plantações, a cidade portuária de Santos teve um grande crescimento e importante ponto de comercialização e envio do café .

Em 1922, foi inaugurado o Palácio da Troca do Café (Bolsa Oficial de Café) em comemoração ao centenário da Independência do Brasil, e até 1960, quase todos os grãos produzidos tinham seu preço determinados e leiloados neste local.

Uma das mais belas atrações turísticas da cidade de Santos é sem dúvida, a Bolsa Oficial de Café, onde se encontra o Museu do Café. Localizado na Rua XV de Novembro, no centro histórico do município de Santos ,no estado de São Paulo, o Museu do Café construído em estilos neoclássico e barroco é uma referência na trajetória de grãos no Brasil e no mundo, do plantio até seu preparo e degustação.

Após uma restauração em 1998, o palácio foi reaberto como Museu do Café e tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) em 2009.

No salão principal, destacam-se belíssimos vitrais, esculturas, pinturas, móveis e obras de artes relacionadas à época dourada do café que até hoje contribui para a construção e economia de nossa nação.  

Na entrada do Museu, um pequeno vitral sobre as portas chama a nossa atenção com o símbolo dos “Estados Unidos do Brasil”, um brasão com um ramo de café e outra de fumaça que representam as duas mais importantes safras para o Brasil na época da Proclamação da República em 1889. 

A Sala de Leilões, local onde os barões do café assistiam aos pregões no mezanino e determinavam as cotações diárias das sacas de café, decoradas por um magnífico vitral e três pinturas do artista e historiador Benedicto Calixto, que retratam o cotidiano da vida em Santos nos anos 1500, antes e depois da era do café. 81 cadeiras de madeira decoram a grande sala do comércio e convidam para admirar este local de tamanha importância histórica. 

Localizada na esquina da Rua Tuiuti, a Torre do Relógio com 40 metros de altura possui no topo, quatro esculturas que representam a agricultura, o comércio, a indústria e o marinheiro. Antigamente, as pessoas tinham a noção do tempo através das badaladas dos sinos da igreja, mas acredita-se que com a chegada dos relógios, a população passou a utilizar os relógios como referência do tempo. 

A Cafeteria do Museu faz parte do Museu e convida a todos a experimentarem de diversas regiões do Brasil, vários tipos de cafés como: Cerrado de Minas, Sul de Minas, Alta Mogiana, Chapadão do Ferro, Cafeteria Blend, Orgânico, Vale da Grama e Café Jacu.

O Café Jacu é o café mais caro e raro do Brasil e mais exótico do Mundo. A produção é feita na Fazenda Camocim no estado do Espírito Santo. Os grãos de café são ingeridos e expelidos por um pássaro chamado Jacu. Estas aves se alimentam dos grãos maduros chamados grãos cerejas.

Porém, estes grãos não são digeridos pelo organismo e com isso não são afetados pela acidez estomacal e são expelidos inteiros . O excremento é recolhido e depositado em um lugar apropriado para secagem, mais tarde, são lavados e preparados para serem enviados para comercialização. 

Você teria coragem de experimentar ? 

O Museu do Café também realiza exposições sobre a história do café além de manter um Centro de Informação e Documentação importantíssimo sobre a evolução da cafeicultura e o desenvolvimento político, econômico e cultural do país. Também concentra um Centro de Preparação de Café, que oferece cursos relacionados a tão famosa bebida. 

O Brasil é o maior produtor mundial de café e o segundo maior consumidor mundial sendo responsável por 1/3 da produção mundial de cafés especiais (Arábica).  Por esses e muitos outros motivos, a Cafeteria do Museu é parada obrigatória para turistas e moradores que passam pelo Centro Histórico de Santos.

Secretaria da Educação do Estado de São Paulo

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