O melhor de Amsterdã nas praças, no Jordaan, no Red Light District

1 de abril de 2019
Irineu Ramos

Amsterdã é totalmente plana e muito simples de se situar. Portanto, dispense táxis, ônibus e caminhe. Além de fazer bem para a saúde é excelente para admirar a paisagem. Comece por apreciar a feira de tulipas localizada ao longo do Singel, o principal canal que corta a cidade.

Há uma infinidade de edifícios de importância arquitetônica e histórica, igrejas, praças e pontes que merecem visita. Uma data bem interessante para estar na cidade é o Dia da Rainha ou Koninginnedag, em 30 de abril. Nesta ocasião os habitantes vestidos com as cores da casa real, o laranja, vendem nas ruas todo tipo de coisas, principalmente objetos de casa já sem uso. A cidade se envolve em mercado e em uma verdadeira festa.

É fantástica a quantidade de prédios, canais, pequenas lojas, pessoas e meios de transporte que impressionam e deixam o turista encantado. De vários pontos da cidade é possível ver as torres da igreja onde estão enterrados reis e rainhas.

O espírito liberal que permeia toda Amsterdã justifica o fato de nela existirem alguns cafés, chamados coffeeshops, onde é autorizado o uso de drogas leves e de existir uma indústria do sexo legalizada.

No Red Light District (bairro da Luz Vermelha) as ruas estão lotadas de sex-shops, bares onde acontecem shows eróticos, cinemas eróticos e até um museu do sexo. A prostituição nos Países Baixos é legalizada nas zonas designadas para ela, o que elimina o aspecto marginal da atividade uma vez que acaba com o papel do proxeneta.

A liberdade domina a cidade e está em toda parte. No Red Light District e arredores existem vários sex-shops e coffeeshops onde o uso de maconha e outras drogas é comercializado. Mas só para os moradores. Turistas apenas visitam.

Cometa loucuras gostosas. A melhor forma de conhecer a cidade é se perder nela. Comece pelas ruas estreitas do Jordaan, bairro antigo, construído para abrigar os trabalhadores envolvidos na expansão da cidade através do cinturão de canais no século XVII.

Por séculos o Jordaan se manteve um bairro operário. A revolução da contracultura dos anos 1960 e a chegada das comunidades hippies do início dos 1970 transformaram o local. A partir de então começo a ser tomada por artistas, estudantes, profissionais liberais e gente descolada. Atualmente é cheio de galerias de arte, bares e cafés antigos e alguns dos mais belos canais da cidade.

Procure uma das entradas para o Begijnhof de Amsterdã, localizada na Spui. As Beguinas eram ordens religiosas de mulheres que não haviam feito os votos formais. Elas viviam em pequenas casas juntas. Begijnhof é o jardim das Beguinas em dutch, o idioma holandês. O acesso a este local é bem estreito. Ao entrar encontram-se jardins pequenos, bem cuidados e invejáveis. Atualmente estudantes e artistas moram no local.

No Jordaan é possível conhecer artistas de todas as matizes, além de encontrar pequenas padarias com pães deliciosos e tentadores. Um atentado para a balança. Vale a pena visitar

No Jordaan está localizada a Weterkerk, igreja ocidental protestante, onde a princesa Beatriz foi coroada em 1966 e onde se encontram os restos mortais de Rembrandt (1669) e do filho dele, Van Ryn Titus.

Nos canais ao redor ficam as famosas casas flutuantes, hoje “ultrachiques”. Por volta de 1950, no pós-guerra, devido a falta de habitação para todos, o governo autorizou a moradia em barcos. Com o tempo esta população foi substituída por alternativos que mantêm um padrão elegante e arrojado de viver.

As casas flutuantes estão localizadas em canais vicinais e são sempre muito bem organizadas e decoradas. Flores por toda a parte.

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