Aclamado pelas paisagens naturais, biomas extremamente ricos e uma multiculturalidade única, o Brasil vem ganhando destaque mundial e consolidando seu protagonismo como referência em turismo sustentável e práticas e conservação ambiental.

Protagonismo internacional
Em 2025, entre os dias 27 e 29 de maio, o país sediou a 5ª Conferência Global “One Planet”, do Programa de Sistemas Alimentares Sustentáveis, evento internacional dedicado à discussão de sistemas alimentares sustentáveis no contexto de mudanças climáticas.


A Conferência Global “One Planet” representou um marco no fortalecimento da conscientização sobe a urgência da transição para sistemas mais sustentáveis. O encontro impulsionou práticas em todos os elos da cadeia produtiva, promoveu o mapeamento e a disseminação de metodologias inovadoras e ampliou a articulação entre governos, setor privado, agricultores e consumidores, reforçando sinergias estratégicas em prol da sustentabilidade.
Além de sediar um evento tão importante e com uma grande relevância global, o Brasil amplia sua presença em debates internacionais sobre clima e turismo.
O Mato Grosso do Sul participará em 2026 do One Planet Global Roundtable – Practical Solutions for a Climate Resilient Tourism Future, iniciativa promovida pela Green Initiative que reúne lideranças públicas, especialistas e representantes de destinos comprometidos com soluções concretas para adaptação e mitigação dos impactos das mudanças climáticas no setor turístico.
O encontro engloba a agenda internacional do movimento One Planet, voltado à construção de um setor turístico mais resiliente, com foco em descarbonização, governança ambiental e desenvolvimento sustentável. A proposta do Roundtable é apresentar experiências práticas e modelos replicáveis que contribuam para evolução estrutural da indústria global de viagens.

Representando o estado, Bruno Wendling, presidente da Fundação de Turismo do Mato Grosso do Sul, apresentará o modelo implementado em Bonito, destino reconhecido internacionalmente por sua governança ambiental estruturada e gestão sustentável do turismo.
Veja a série documental “Mato Grosso do Sul – Expoente do Ecoturismo para o Mundo”
Mulheres que lideram a sustentabilidade no Mato Grosso do Sul
O protagonismo brasileiro em sustentabilidade também passa pela força da liderança feminina. No Mato Grosso do Sul, mulheres têm desempenhado papéis decisivos na criação e implementação de iniciativas que unem conservação ambiental, ciência e turismo responsável. Pesquisadoras, gestoras e empreendedoras atuam diretamente na proteção dos biomas do Pantanal e do Cerrado, contribuindo para consolidar modelos inovadores de desenvolvimento sustentável e valorização da biodiversidade.
Entre os exemplos mais emblemáticos está o trabalho de Neiva Guedes, fundadora do Projeto Arara Azul, iniciativa que se tornou referência mundial na conservação da espécie e na proteção dos ecossistemas do Pantanal. Outra liderança é Flávia Miranda, reconhecida internacionalmente por seus estudos e programas de conservação de mamíferos ameaçados, conectando ciência, educação ambiental e preservação da fauna do Instituto Tamanduá. No campo da gestão e do turismo sustentável, iniciativas como o Bioparque Pantanal, dirigido por Maria Fernanda Balestieri, demonstram como liderança, inovação e educação ambiental podem transformar um atrativo turístico em um centro de conservação e divulgação científica.
Referência em restauração florestal
Mais do que marcar presença em grandes eventos internacionais, o Brasil também se consolida como exemplo em inovação ambiental e restauração ecológica.
Recentemente, uma iniciativa de restauração da vegetação da Mata Atlântica, na Bahia, apresentou resultados expressivos ao reduzir em até 50% o tempo de crescimento das espécies nativas e recriar florestas produtivas mais resilientes às mudanças climáticas. O avanço, conduzido pela empresa Symbiosis, foi viabilizado por meio do mapeamento genético das espécies.

O resultado alcançado pela empresa brasileira de reflorestamento permitiu a recuperação de 1 mil hectares do bioma a partir da seleção genética de 45 espécies nativas. Exemplares como jacarandá, jequitibá, ipês, angicos e muitos outros foram escolhidos para o plantio, a partir de suas capacidades de adaptação e desenvolvimento em diferentes contextos.
Além da escolha dos indivíduos mais capazes, as novas florestas foram estruturadas de forma a garantir variabilidade genética e reduzir riscos associados a homogeneização.
Segundo Laura Guimarães, supervisora de melhoramento genético, pesquisa e desenvolvimento da empresa, o projeto integra uma estratégia de recuperação ambiental iniciada em 2014, com a coleta e o mapeamento voltados à identificação de indivíduos com maior potencial de conservação em cada espécie estudada.
Diante desse cenário, o Brasil se reafirmar e garante o seu compromisso com a sustentabilidade, se consolidada como protagonista em iniciativas que integram conservação ambiental, inovação e desenvolvimento econômico. Ao sediar eventos e apresentar soluções concretas em turismo resiliente e restauração florestal, o país demostra que é possível alinhar crescimento, responsabilidade climática e impacto social positivo, fortalecendo sua posição como referência internacional na construção de um futuro mais sustentável.
Escrito por: Carolina Lack


